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Saúde Mata de São João

Praia do Forte tem "explosão" de atendimentos, mas prefeitura nega suposto surto

Apesar da procura com sintomas da gripe, a prefeitura negou suposto surto

04/01/2022 às 19h33 Atualizada em 26/01/2022 às 18h13
Por: Redação Fonte: BNews
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Foto: Reprodução/ Internet
Foto: Reprodução/ Internet

A Praia do Forte, em Mata de São João, registrou um aumento no número de atendimentos de pessoas com sintomas de gripe desde as festas de Réveillon. Relatos enviados ao site da capital, BNews, estariam falando em um suposto "surto" de Covid na região, com dezenas de pessoas isoladas. A gestão municipal, contudo, nega a informação.

Procurada pela reportagem, a assessoria de comunicação do município negou que haja um "surto" na cidade, mas admitiu o aumento pelo atendimento por sintomas de influenza "como tem ocorrido em todo o país". A prefeitura não teria enviado, até a publicação desta nota, um posicionamento com os detalhes desse aumento.

Segundo esses depoimentos, também há uma dificuldade para encontrar testes rápidos em farmácias da região por causa da alta demanda.

Praia do Forte teve os festejos de Réveillon cancelados pela prefeitura. Contudo, foram realizadas festas privadas na região.

Influenza na Bahia

De 1º de novembro de 2021 até 4 de janeiro deste ano, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) registrou 1.447 casos de Influenza A, do tipo H3N2, distribuídos em 114 municípios. Deste total, 881 (60,1%) são residentes em Salvador.

De acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Bahia, dos 1447 casos, 259 evoluíram para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e necessitaram de internação, com 35 pacientes vindo a falecer. Os óbitos foram registrados em residentes de Salvador (30), Camaçari (1), Laje (1), Teixeira de Freitas (1), Urandi (1) e Valença (1).

Do total de óbitos, 19 (54,3%) ocorreram no sexo feminino e 16 (45,7%) no sexo masculino. A maioria ocorreu na faixa etária acima de 80 anos (17 óbitos; 48,6%). Os outros ocorreram nas faixas de 70 a 79 anos (5 óbitos), 60 a 69 anos (5), 50 a 59 anos (3), 40 a 49 anos (2), 30 a 39 anos (1) e 10 a 14 anos (2 óbitos). Verificou-se presença de comorbidades e/ou condições de risco para o agravamento da doença em 27 (77,2%) óbitos.

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