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Saúde Colunista

Papo de Psi – Seja um bom ouvinte

E é justamente neste ponto, que anulamos ou ignoramos toda a história da pessoa.

16/04/2021 11h09 Atualizada há 2 meses
Por: Redação
Foto: Reprodução/ Internet
Foto: Reprodução/ Internet

Quantas vezes alguém te procurou para desabafar, falar sobre a vida, seus problemas ou sofrimento? E qual foi o seu comportamento diante de tal situação? Muitas vezes adotamos uma postura inadequada ao expressar nossa opinião sobre o assunto. Julgar, aconselhar ou orientar a pessoa, não a ajudará, pois tentamos ditar as regras para a vida do outro a partir do nosso ponto de vista. Isto significa dizer, que consideramos  mais assertivo resolver situações difíceis,  conforme o que acreditamos ser o certo ou errado. E é justamente neste ponto, que anulamos ou ignoramos toda a história da pessoa. 

Ao agirmos assim, reduzimos as chances que ela nos procure ou que seja verdadeira, transparente e sincera ao relatar fatos pessoais. Teme que será julgada, criticada, ridicularizada, fraca ou vulnerável. O que ela fará é buscar sua aprovação, omitindo a verdade, ou contando apenas partes de sua história, geralmente as que você concordaria. Talvez você reclame que seus filhos não te contam nada, e até mesmo quase sente uma pessoa digna de confiança, mas não consegue auxiliar alguém em sofrimento.

Observe como é o seu modo de se comunicar com seu conjugue, filhos, alunos, amigos, enfim, qualquer pessoa que se aproxima para conversar, “desabafar” ou contar algo grave.Ao acabar a conversa ambos terão falado bastante, e você até poderá ter a sensação de que foi útil, dando-lhe conselhos e orientações, mas a pessoa sairá com uma sensação de vazio, desconforto e sofrimento ainda maior. Saber escutar requer maturidade emocional, neutralidade e imparcialidade, deixando suas ideologias, crenças, e sentimentos fora dessa escuta. Este pode ser um grande ato de amor ao próximo, ouvi-lo, acolhê-lo, ser benevolente. A escuta é na verdade um grande instrumento de cura, que pode ser aplicado em situações de descargas emocionais, simples ou complexas, a exemplo, uma criança descontrolada fazendo birra, ou uma pessoa que te conta que quer cometer suicídio ou sofre de depressão.

Não se deve julgar se o sofrimento alheio, categorizando-o como grande ou pequeno, já que não podemos medir o grau de desconforto ou alteração emocional na outra pessoa. Quando dizemos que ela precisa “ocupar a mente”, se apegar a Deus, ter mais fé ou observar outras pessoas que tem motivos reais para sofrer e no entanto, não sofrem, estamos impedindo a pessoa de colocar para fora o que a machuca, expor a sua dor. A capacidade de escutar pode até mesmo diminuir a dor do outro. .

Apesar de muito se falar em curso de oratória, onde a pessoa interessada passará por um treina para saber usar a entonação certa da voz, colocar bem as palavras, convencer através da fala...muitos não sabem a importância da escutatória. Sim! Eu disse: Escutatória, ou seja, ouvir sem opinar, sem julgamentos, pacientemente, sem cortar a fala do outro, cordial mediante, acolhendo o sofrimento que lhe é apresentado. Coloque essa dica em prática, você ajudará a muitas pessoas que se sentem enclausuradas em seus próprios sentimentos e emoções.

Seu bem estar é o meu sucesso!

Bjocas da Psi.

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Patrícia Lima
Sobre Patrícia Lima
Psicóloga Clínica/Educacional, Pós Graduada em Saúde Mental, com Docência do Ensino Superior e TCC.
Salvador - BA
Atualizado às 03h57 - Fonte: Climatempo
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