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Polícia prende líderes de facção criminosa em operação na Bahia e em São Paulo

As penas aplicadas aos condenados variam entre 11 e 19 anos de prisão.

21/07/2025 às 16h26
Por: Redação I Fonte: Bahia Notícias
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Foto: Divulgação / Polícia Civil
Foto: Divulgação / Polícia Civil

Líderes de uma facção criminosa com atuação na Região Metropolitana de Salvador (RMS) tiveram mandados de prisão cumpridos nesta segunda-feira (21). Entre os capturados estão Janderson Lima de Santana, conhecido como “Tio Pinga”, detido em Osasco, São Paulo, e condenado a 18 anos de reclusão em regime fechado; e Antônio Dias de Jesus, o “Colorido”, que cumpre pena de 19 anos e 4 meses, também em regime fechado.

Ambos são apontados como líderes do grupo, com “Colorido” identificado como fornecedor de drogas para a organização. As prisões ocorreram no âmbito da Operação Ciclo Completo, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia contra o grupo criminoso acusado tráfico de drogas, homicídios e porte ilegal de arma de fogo.

A Ciclo Completo é um desdobramento da Operação Franciscano, realizada em 2020 contra os mesmos suspeitos. Segundo a Polícia Civil, além dos dois líderes, outros integrantes da facção foram presos. Eles ocupavam funções como vendedores diretos de entorpecentes (conhecidos como "joqueis"), olheiros, motoristas e participantes dos chamados "bondes", responsáveis por confrontos armados, distribuição e logística.

As penas aplicadas aos condenados variam entre 11 e 19 anos de prisão. Dez mandados de prisão foram cumpridos nos municípios de Osasco (SP), Salvador – nos bairros de Sete de Abril e Periperi – e São Francisco do Conde, na RMS. Outros cinco mandados foram executados dentro do sistema prisional.

A operação segue em andamento com buscas por cinco foragidos, todos já condenados a 11 anos de reclusão cada. A operação foi coordenada de forma integrada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic).  Os presos na Bahia foram encaminhados à Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), onde permanecem custodiados à disposição da Justiça.

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