
O Campeonato Baiano Feminino de Futebol 7 de 2026 começou no último sábado (24) apontando não apenas para uma disputa esportiva intensa, mas também para um momento de consolidação e projeção estratégica da modalidade na Bahia. Com 12 equipes participantes, todas da Região Metropolitana de Salvador, a competição já nas primeiras rodadas evidenciou equilíbrio técnico, crescimento físico e organização estrutural, aspectos destacados pela própria Federação de Futebol 7 da Bahia (FF7BA) como resultados diretos de um planejamento voltado à valorização do futebol feminino.
A bola rolou na Arena Costa Verde, em Piatã, palco das rodadas iniciais da fase de grupos. Divididas em três grupos com quatro equipes cada, as participantes se enfrentam em partidas disputadas simultaneamente nos dois campos do complexo, nos horários de 9h, 10h20 e 11h40. O campeonato seguirá ao longo dos próximos dois finais de semana, quando serão definidos os classificados para a sequência do torneio.
Dentro de campo, a rodada de abertura apresentou um panorama variado, com confrontos equilibrados e outros marcados por amplo domínio técnico. No Grupo A, a Mancha Verde venceu o BEC por 1 a 0 em um duelo de poucos gols e muita disputa física. No outro jogo da chave, o Laura Rodrigues superou o Amigas Fut7 por 2 a 1, largando entre os líderes. Pelo Grupo B, a Fúria conquistou uma vitória apertada diante do Real Itapuã por 3 a 2, enquanto o Vakanda se destacou ofensivamente ao golear o CFFB por 7 a 2. Já no Grupo C, Cajacity e Resiliência empataram em 2 a 2, e o Remo chamou atenção ao aplicar uma goleada de 13 a 0 sobre a EBF, resultado mais elástico da rodada inicial.
O desempenho coletivo das equipes reforçou uma percepção compartilhada pela FF7BA: o nível do futebol feminino no estado atingiu um patamar nunca visto antes. O preparo físico, a organização tática e a competitividade geral do campeonato são vistos como reflexos de um calendário mais consistente e de um olhar institucional mais atento à categoria.
Em entrevista ao Bahia Notícias, o presidente da Federação de Futebol 7 da Bahia, Adriano Rebello, detalhou as diretrizes que norteiam o trabalho da entidade em 2026 e apontou para uma mudança estrutural na forma como o feminino é tratado dentro da modalidade.
“Nossas projeções para este ano são ambiciosas, mas muito sólidas. A federação não enxerga mais o feminino como um ‘anexo’ do masculino, mas como um produto próprio, com valor de mercado e força técnica”, iniciou.
Segundo Rebello, a principal meta da federação neste ano é garantir estabilidade às atletas e às equipes, sobretudo por meio de um calendário contínuo e previsível, capaz de manter o nível competitivo ao longo de toda a temporada.
“O foco principal de 2026 é a estabilidade. Queremos garantir que as atletas tenham calendários cheios. Com a parceria com a Sudesb e a transmissão de grandes jogos pela TVE, nossa meta é que o Fut7 feminino baiano seja o mais assistido do Nordeste. Estamos projetando levar clínicas e seletivas para além da Região Metropolitana. O talento na Bahia é vasto, e 2026 é o ano de ‘garimpar’ essas joias no interior”, explicou.
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