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Saúde Colunista

A importância de falar sobre o suicídio

É importante estar atento para saber identificar quando uma pessoa está sofrendo e qual o momento de procurar ajuda profissional.

09/09/2021 às 13h08 Atualizada em 09/09/2021 às 13h57
Por: Redação
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Foto: Reprodução/ Internet
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O Setembro Amarelo é uma campanha que visa promover a conscientização popular sobre a importância de se falar em prevenção ao suicídio e valorização à vida. Embora muitas pessoas discordam do debate a respeito deste assunto, por ser polêmico, percebe-se uma real necessidade de adotar alguma intervenção urgente, que possa ajudar de maneira efetiva, a pessoa que está em sofrimento psicológico. No mundo, a cada 40 segundos, uma pessoa comete suicídio, aumentando assim a estatística de mortes, principalmente entre os jovens e adolescentes.

Apesar do suicídio ser uma questão de saúde pública, ainda existe um longo caminho a ser percorrido, no que tange a aplicação de uma intervenção realmente significativa, que impeça o indivíduo de atentar contra a própria vida.

A pessoa que comete tal ato, não faz para chamar a atenção, por ser fraco, não ter fé, ou por não ter o que fazer. Muitas delas têm algum tipo de transtorno psicológico, principalmente os ligados ao humor, como o Transtorno da Personalidade Bipolar; Destemia; Depressão e outros. A própria natureza do Transtorno do Humor afeta o julgamento crítico da pessoa, colocando-a diante da impulsividade ou de pensamentos negativos recorrentes, que a fragiliza, surgindo assim a ideação suicida, que é a ideia de se matar, alimentada, às vezes por meses ou até por anos….

É importante estar atento para saber identificar quando uma pessoa está sofrendo e qual o momento de procurar ajuda profissional. Pode-se observar, por exemplo, se a pessoa diz que a vida não tem graça, que deseja sumir, ou que está cansado de viver. Outras começam a resolver toda pendência de relacionamento ou financeira que existe em sua vida, e algumas tentam não construir vínculos afetivos com recém conhecidos. A ideia de que estar calado, quieto, choroso é um indicativo para o suicida é errada, pois, uma pessoa pode estar alegre, comunicativo, atuando normalmente em seu cotidiano e, vir a cometer suicídio.

Pontos importantes de auxílio, são relacionados ao acolhimento, a escuta e ao amparo respeitoso, sem julgamento, comparações e ou diminuição do sentimento do outro. A melhor maneira de ajudar é ouvir e procurar ajuda especializada, o auxílio requer agir com imparcialidade, sem envolvimento emocional, e sem desespero. Manter o equilíbrio emocional demonstrará segurança para a pessoa que está recebendo apoio.

Até o momento não há um entendimento sobre as causas ou forma de prevenção do suicídio, todavia, a comunicação ainda é uma forma eficiente de ajudar, acolher e orientar, por vezes educando a população a como entender seu sofrimento, a buscar ajuda e, a saber que sua vida importa. Busque ajuda ou ajude alguém que está em sofrimento psicológico neste momento, salve uma vida!

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Patrícia Lima
Patrícia Lima
Sobre Psicóloga Clínica/Educacional, Pós Graduada em Saúde Mental, com Docência do Ensino Superior e TCC.
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