Política Brasil

Justiça Eleitoral barra 22 candidaturas por suspeita de ligação com crime organizado

Registros foram negados em seis estados após questionamentos do Ministério Público Eleitoral; Rio de Janeiro concentra a maioria dos casos, e recursos ainda aguardam julgamento.

06/11/2026 às 08h50
Por: Redação I
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Imagem feita por IA
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A Justiça Eleitoral barrou 22 candidaturas nas eleições de 2026 por suspeita de ligação com organizações criminosas. As decisões foram tomadas em seis estados, após questionamentos apresentados pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que contestou 42 registros de candidatura em dez unidades da Federação.

As informações foram divulgadas pelo blog do jornalista Teo Cury, da CNN Brasil.

O Rio de Janeiro concentra o maior número de candidaturas barradas, com 13 casos. Na sequência aparecem a Paraíba, com três; Acre e Mato Grosso do Sul, com dois cada; além da Bahia e do Amapá, com um caso cada.

Entre os registros negados, 14 eram de candidatos a deputado estadual, seis a deputado federal e dois a suplente de senador.

Candidatos eleitos aguardam decisão sobre os votos

Seis candidatos conseguiram votos suficientes para se eleger no Rio de Janeiro e em Mato Grosso do Sul, mesmo com os registros de candidatura contestados pela Justiça Eleitoral. A validade dos votos, no entanto, depende do julgamento dos recursos apresentados.

Entre os casos estão Jamilson Name (PP), condenado a oito anos de prisão por organização criminosa e lavagem de dinheiro; Diego Alba (PSDB), condenado por participação em quadrilha armada; e Renato Machado (PT), apontado pelo Ministério Público Eleitoral como integrante do núcleo político de um grupo criminoso em Maricá, no Rio de Janeiro.

MPE também questiona candidaturas autorizadas

Além dos registros negados, o Ministério Público Eleitoral recorreu contra candidaturas que chegaram a ser autorizadas pela Justiça Eleitoral.

Entre elas estão a do deputado estadual eleito Márcio Canella (União), preso 11 dias após a votação, e a de Ney Santos (Republicanos), que disputou uma vaga de deputado federal por São Paulo.

Os recursos ainda aguardam julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Até a conclusão dos processos, a situação jurídica dos candidatos e a validade dos votos permanecem sujeitas às decisões da Justiça Eleitoral.

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